A transformação e ocupação do espaço público em espaço individual

Quando da reforma no calçadão em nossa cidade, se conseguiu uma coisa muita boa, que foi a retirada das pessoas sem residência fixa que teimavam em permanecer naquele logradouro e que ocupam nossas praças, quando deveriam procurar um abrigo, inclusive neste período chuvoso, para ter onde se abrigar das intempéries.

Hoje podemos observar que continuamente vemos pessoas sem teto, misturadas com pessoas que se drogam e se prostituem no calçadão, nosso primeiro pensamento é culpar o poder público por este estado de coisas, será que ele é o único responsável por esta situação, entendemos que não, pois existem muitas destas pessoas que estão ali por falta de outro lugar para estar, porém a grande maioria, conforme já foi mostrado anteriormente, tem família, tem casa, mais prefere viver nas ruas, para poderem sustentar o seu vício.

Novamente como a gente já tem falado devemos separar o joio do trigo, o poder público precisa usar de seu poder de polícia e mudar as feições de nosso calçadão e de nossas praças, cadastrando estas pessoas que estão perambulando e verificando como pode ser resolvido o problema delas individualmente, parece ser uma tarefa difícil, e realmente o é, pois a maioria destas pessoas, principalmente as que se drogam em nossas praças, são agressivas e já demonstraram isto, quando agindo como flanelinhas, em um passado não muito distante agrediu um Juiz de direito em nossa cidade, notícia que teve uma grande repercussão, isso é grave e tem que ser tratado como o assunto merece ser tratado.

Devemos sempre levar em consideração que nem todas as pessoas que estão soltas nas ruas e praças de nossa cidade tem que ter o mesmo tratamento, cada uma dentro de sua dignidade de pessoa merece o tratamento adequado, pois cada caso tem que ter o seu desfecho da melhor forma possível, o que não tem onde ficar, deve ser providenciado, o que tem para onde retornar, tem que ser dado oportunidade para que ele retorne para casa.

Já que apontamos um problema, devemos também tratar de uma solução possível para cada caso. A pessoa que está nas ruas e não tem para onde retornar, tem que se lhe ser dada uma oportunidade através de nossas secretarias de governo, pois o governo municipal pode criar um abrigo e com um projeto bem feito, bem estruturado, conseguir verbas federais que darão um destino a estas pessoas, para que isso aconteça, temos que ter um cadastro de quem são estas pessoas e de onde elas procedem, bem como quem poderia ampara-las em uma situação posterior de retorno a um lar. A pessoa que está nas ruas se drogando tem que ter um apoio psicológico e material para que deixe está vida, para isso ela precisa de muito apoio, principalmente nos primeiros momentos de abstinência que são os mais difíceis. A pessoa que está na rua e tem para onde retornar, mais não quer por motivos variados, violência doméstica, por exemplo, tem que ser oferecido um acompanhamento a seus familiares, para que eles aceitem e ajudem aquela pessoa, pois ninguém pode a vida toda depender de outros para viver.

Lembrando sempre que devemos tratar o bandido como bandido e a pessoa de bem como pessoa de bem, sempre dentro da dignidade, ética e moral que o caso exige, temos que diminuir a dependência das pessoas dos inescrupulosos de plantão, que se utilizam destas pessoas para se perpetuarem em seus cargos políticos eleitoreiros, para isso devemos unir o poder público, as autoridades constituídas e a sociedade civil organizada, para que irmanados possamos melhorar a nossa cidade e nessa melhora ajudar ao nosso próximo.

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