Gerenciando um pequeno negócio

Uma da maiores dificuldades da manutenção de um pequeno negócio, em nossos dias entendo ser o seu gerenciamento.
Temos além da preocupação com o CLIENTE, nosso maior patrimônio, as preocupações com o CUSTO, nossa preocupação constante, e com os IMPOSTOS, nosso maior trauma.

Sempre que estudamos o assunto, encontramos grandes luminares, que insistem em nos colocar que “Sem o cliente não há sobrevivência”, “Precisamos encantar o cliente”, “…. Faça ao cliente o que ele não espera, supere suas expectativas”. Temos percebidos ao longo do tempo que só conseguiremos fazer isso, diminuindo custos, pois o primeiro de todos os mandamentos do cliente é o PREÇO.

Para que tenhamos custos menores temos que comprar bem, para que tenhamos condições de traduzir isso, em melhores preços para nossos clientes, levando-o até o nosso estabelecimento, pois assim poderemos cumprir todas aquelas etapas de “encantamento” “superar expectativas” etc.

Mas simplesmente comprar bem, não garante que tenhamos os menores preços, pois aí começa nosso trauma, com os impostos, que hoje nos tomam uma grande fatia de nossa receita .

Imposto é o modo comum de descrever os TRIBUTOS, que se subdividem em impostos, taxas e contribuições, todos eles francamente subvertidos, pois quando os estudamos não podemos concordar com a forma como são calculados e recolhidos em nosso país.

Para falar sobre tributos somente um artigo é insuficiente para tratar de todos eles, vamos tentar discorrer aqui sobre alguns deles, os mais conhecidos.

Primeiramente achamos que a população precisava entender e conhecer a metodologia de aplicação e calculo de nossos impostos principais, tais como o ICMS, o IPI, o IRPJ e o SIMPLES, pois os entendemos como os mais conhecidos pela imensa maioria de nossa população.

O ICMS, que vem a ser o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, que no decorrer dos últimos anos, passou a ser o mais importante imposto recolhido pelos estados, ele é classificado como um imposto não-cumulativo, que significa que o valor pago na operação anterior (compra) será deduzido na operação subseqüente (venda).

Um exemplo simples seria: Compra-se uma mercadoria que custou R$ 100,00 e tem um ICMS de R$ 12,00, já incluso no preço. Vende-se a referida mercadoria por R$ 150,00 e tem um ICMS de R$ 25,50, já incluso no preço.

Portanto recolhe-se ao estado o valor de R$ 13,50 à título de ICMS. Utilizamos aqui o título de “recolhe-se” e não o título “paga-se” o imposto, pois o mesmo já está incluso no preço da mercadoria e a responsabilidade do comerciante é de recolher o imposto, que já foi pago pelo consumidor da mercadorias, bem como, anteriormente na aquisição do produto.

O ICMS, incide também sobre o transporte de mercadorias e os serviços de comunicação, também nesses caso embutidos nos preços, com uma forma de incidência toda própria que entendemos não fazer parte desse nosso artigo.

No estado do Maranhão, temos outros percentuais para algumas empresas que tenham como atividade o comércio varejista, e um faturamento que a credencie como micro e pequena empresa, porém a sistemática de tributação é a mesma, com o valor já pago sendo deduzido na operação subseqüente.

O IPI, que vem a ser o Imposto sobre Produtos Industrializados, é um dos impostos federais cobrados das indústrias e dos equiparados a ela, incide sobre o preço do produto e tal qual o ICMS é um imposto não-cumulativo, ou seja deduzido na operação seguinte.

O IRPJ, Imposto sobre a Renda das Pessoas Jurídicas, também é um imposto federal e incide sobre o lucro das empresas, ele têm algumas formas de tributação, que são: incidência sobre o LUCRO REAL, sobre o LUCRO PRESUMIDO, e sobre o LUCRO ARBITRADO, cada um deles com suas vantagens e desvantagens para o contribuinte, que não nos cabe aqui comentar por ser um assunto de interesse especifico, sendo a sua aplicação genérica uma temeridade.

O SIMPLES Sistema Integrado de pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de pequeno Porte, sistema que engloba alguns impostos e contribuições das empresas que puderem e fizeram a opção por essa forma de tributação. Ele como todos os outros tributos tem suas vantagens e desvantagens, que devem ser estudadas para calcular a conveniência ou não por sua opção.

Essa forma de tributação foi concebida inicialmente para facilitar a vida das pequenas e medias empresas brasileiras, porém as proibições de opção o tornaram inócuo, principalmente por não contemplar as micro e pequenas empresas prestadoras de serviços que seriam as maiores beneficiárias dessa Lei.

Para gerenciar um pequeno negócio, precisamos estar sempre atualizados, sobre a cobrança de tributos, para isso devemos fazer um planejamento tributário consistente, pois hoje nas pequenas e médias empresas os tributos são da ordem de 34% (trinta e quatro) por cento do faturamento, um valor bastante expressivo e sobre o qual precisamos
ter uma efetiva vigilância para não sermos surpreendidos com valores que não tenhamos condições de arcar.

Luca Pacioli já em 1.494 nos ensinava “Quem negocia sem conhecer o que está fazendo, seu dinheiro em mosca está convertendo”.

Logicamente somente a atualização sobre tributos não nos credencia a sermos grandes gerentes de nosso negócio, porém nos ajuda e muito pois teremos um controle sobre uma parte importante dele. Além do conhecimento sobre tributos, você precisa conhecer muito sobre o negócio e ter capacidade para administrá-lo com efetividade.

Não depende só da vontade de ganhar dinheiro, mas de competência.

Apenas a intenção não é suficiente. Você precisará estabelecer metas e objetivos que são desafiantes e que têm significado pessoal; Definir metas de longo prazo, claras e específicas; Estabelecer objetivos de curto prazo, mensuráveis.

Dedicar-se pessoalmente a obter informações
de clientes, fornecedores e concorrentes; Investigar pessoalmente como fabricar um produto ou fornecer um serviço; Consultar especialistas para obter assessoria técnica ou comercial.

Revisar seus planos constantemente, levando em conta os resultados obtidos e as mudanças circunstanciais; Manter registros financeiros e utiliza-los para tomar decisões.
Dividir as tarefas maiores em pequenas tarefas; Definir um prazo para cumprir cada uma dessas tarefas; Verificar sempre os resultados para saber se estão dentro do
que havia sido planejado.

Utilizar estratégias deliberadas para influenciar ou persuadir os outros; Utilizar pessoas-chave como agentes para atingir seus próprios objetivos; Agir para desenvolver e manter relações comerciais.

Mais importante que tudo isso é manter um comportamento empreendedor que seria a conjunção de todas as qualidade inerentes a um grande gerenciador de negócios, que fixe objetivos e use as oportunidades para o transformá-lo.

“O empreendedor é o homem que realiza coisas novas e não, necessariamente, aquele que inventa.” (Schumpeter).

Comentários

  1. tania

    Qual é o valor do meu décimo terceiro que recebo o salário mínimo de 724 que estou trabalhando a 7 meses ?

  2. Helio Rodrigues Araujo

    Tania

    O décimo terceiro se calcula, pegando o valor do seu salário bruto (R$ 724,00) e dividindo pelo número de meses do ano (12). O resultado você multiplica pelo número de meses trabalhado até dezembro (7) pronto o valor bruto do seu décimo terceiro é (R$ 422,31). Agora ele estará sujeito aos descontos previsto em Lei.

    Um abraço e sucesso sempre.

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